quarta-feira, 30 de maio de 2012

Santander - Presidente do Banco diz que não está à venda

Finalmente o Santander falou! - Viva Dilma!

Tem hora que “o silêncio é o pior remédio”.
Se Chaves, presidente da Venezuela, deveria “calar-se” como disse o rei da Espanha,
o Santander Brasil, ante as notícias na grande imprensa de que estaria sendo vendido, ou estava realmente negociando, ou jamais deveria ter ficado calado.

Se fala agora, ou é por que as negociações não deram certo,
ou por que o impacto das notícias estavam afetando os negócios do Banco.

O interessante é que, das matérias anteriores que divulguei, os únicos que ainda não tinham se posicionados, eram a Bolsa de Valores e a CVM – Comissão de Valores Mobiliários. Como vocês podem ler no final desta matéria do jornal Valor, tanto o Santander Brasil, quanto o Bradesco, tiveram que dar declaração pública por cobrança da CVM e da Bolsa.

Democracia é isto.
Transparência para os acionistas, para os clientes e, principalmente, para os funcionários, que são 55 mil em todo Brasil.

Espero que estas declarações sejam tão verdadeiras quanto às declarações de nossos políticos, dos nossos juízes e desembargadores, dos nossos empresários e da nossa imprensa. Já que, aqui no Brasil a palavra tem uma importância muito grande e todos gostam de falar a verdade.

Tudo que publiquei sobre o Santander foi a partir de matérias de jornais e na internet.Nada foi inventado.
Tudo foi documentado. Informação faz parte do processo educativo e formativo.
A omissão, com medo de criar pânico, enquanto a imprensa divulga, pode levar à alienação e a erros graves. Informação é poder, e em relação ao Santander, o futuro irá mostrar a verdade.
Se Deus é por nós, quem será contra nós?

Vejam a matéria do jornal Valor, que é um bom jornal.

Santander Brasil não está à venda, afirma Marcial Portela

Jornal Valor – 30/05/2012

O presidente do Santander Brasil, o espanhol Marcial Portela Alvarez, é taxativo ao dizer que o banco não está à venda. "Não existe qualquer negociação para venda do banco e a matriz não quer vender", afirmou ao Valor, em referência a especulações recentes sobre negociações para venda do controle ou parte do banco no país. O Santander é o terceiro maior banco privado do país.

Em conversa na sede do banco, em São Paulo, o executivo descartou também uma venda de participação minoritária relevante. Portela chegou ontem de Madri, onde esteve reunido com Emilio Botín, o presidente do conselho do grupo, e Alfredo Sáenz, o executivo-chefe.

"O grupo não precisa de capital", argumentou o executivo. Além de ter atingido antecipadamente o novo patamar de índice de capital de melhor qualidade exigido pela Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês), de 9%, o grupo deve ultrapassar o índice de 10% com a planejada abertura de capital do Santander no México, argumentou.
Da mesma forma, Portela disse que já está equacionada a necessidade de fazer provisões adicionais para a carteira de crédito imobiliário de € 5 bilhões, uma exigência do Banco de Espanha. "Não é pouco, mas já está resolvido." Parte dos recursos já está reservada e outra será coberta com os resultados gerados neste ano, segundo explicou.

Agora, o banco aguarda a condução da auditoria que o governo espanhol fará em todos as instituições do país para diagnosticar a necessidade de novas provisões para as carteiras imobiliárias. Portela disse acreditar que não haverá problema para atender a eventuais novas exigências das autoridades.

Poucas horas depois de chegar a São Paulo, ontem, onde está morando desde o ano passado quando assumiu a presidência da subsidiária brasileira, Portela afirmou que a única intenção da matriz é vender uma pequena fatia de 1% a pouco mais de 2% do banco para atender à exigência da BM&FBovespa de que o banco atinja um "free float" mínimo de 25%, aplicável a companhias listadas no Nível 2 de governança da bolsa.
O grupo Santander tem hoje 75,61% das ações do Santander Brasil e, a rigor, precisaria vender fatia de 0,61% até outubro, quando termina o prazo para se adequar à regra. Segundo ele, no entanto, a fatia a ser vendida deve ultrapassar um pouco o mínimo necessário, para que o banco não volte a ficar desenquadrado em caso de uma recompra de ações.

Pelo tamanho do negócio, que pode atingir US$ 600 milhões se forem considerados fatia de 2% e o atual valor de mercado do banco, Portela explicou que o mais provável é uma colocação privada e não uma oferta pública. "Nosso desejo é fazer isso antes de outubro, se as condições de mercado forem favoráveis", disse. A instituição já solicitou à BM&FBovespa uma prorrogação do prazo, mas, segundo o executivo, não gostaria de recorrer à possibilidade.

Na mesma linha de argumentação, em Madri
, fonte da diretoria do grupo Santander insiste que o objetivo no Brasil "é crescer, não vender" o negócio local. Diz que não tem sentido abrir mão de um negócio que dá certo e é fundamental na diversificação geográfica do grupo.

O Brasil representa 27% do lucro total do Santander, comparado a menos de 10% na Espanha. No total, a América Latina faz 52% do lucro do banco. A diversificação é vista como um "colchão de proteção" para ciclos econômicos diferentes, como a crise agora na Europa, enquanto nos emergentes a situação é bem mais confortável. A direção espanhola insiste que não precisa vender ativos e, se precisasse, não venderia no Brasil, onde tem 10% do mercado e as condições para fazer o banco de varejo que deseja.

A direção também chama a atenção para uma diferenciação dentro do sistema bancário espanhol. Várias caixas estão afetadas duramente pelos ativos imobiliários tóxicos. Já o Santander nota que no ano passado gerou € 24 bilhões de lucros antes de provisões e impostos, resultando em € 6,4 bilhões de lucro líquido.

Em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM),
ontem no fim da tarde Bradesco e Santander divulgaram comunicados ao mercado em que negam o teor de reportagem publicada no domingo pelo jornal "O Globo",
sobre supostas negociações para venda do Santander ao Bradesco.

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